Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.
Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil.
Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL.
http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Huck volta com o jogo de soletrar
Fonte: Aline Nunes - Jornal da Tarde
Ao concluir o processo de alfabetização, todo mundo já deveria saber de cor quando a letra ‘s’ deve ser substituída pelo ‘x’, ou quando é preciso usar o ‘j’ no lugar do ‘g’, por exemplo. Mas, na prática, é difícil achar alguém que nunca tenha se atrapalhado com as regras ortográficas da nossa língua. O apresentador Luciano Huck, do Caldeirão do Huck, da Globo, aproveita para explorar essas dificuldades no game show Soletrando e faz disso entretenimento. No sábado, ele inicia a quinta temporada do programa, que neste ano homenageia a escritora Maria Clara Machado (1921-2001), fundadora da companhia e teatro Tablado, do Rio de Janeiro. Em abril, ela completaria 90 anos.
No Soletrando, estudantes de até 16 anos concorrem a uma bolsa de estudos no valor de R$ 100 mil. E, além dos alunos, celebridades também aceitam ter seus conhecimentos testados, em frente às câmeras. É o caso dos atores Claudia Raia, Pedro Cardoso e Lúcio Mauro Filho, que participaram de edições anteriores, e de Emanuelle Araújo, que gravou a estreia da nova temporada
O público gosta das saias justas em que ficam os convidados e o apresentador Luciano Huck. “Se eu fosse participar do game, eu sairia na primeira rodada”, disse Huck, numa gravação da atração, que o JT acompanhou no Projac, no Rio de Janeiro.
Este ano, o programa recebeu cerca de 400 mil inscrições, das quais 30% dos estados do Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. O número não é nada ruim se comparado ao reality show Big Brother Brasil. Um dos programas de maior visibilidade na emissora, o BBB deste ano recebeu 132 mil inscrições de todo o País.
Nesta quinta edição do Soletrando, o vencedor levará um troféu com o nome de Maria Clara Machado, criado pelos artistas plásticos Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como osgêmeos. Eles são referência no grafite e seu trabalho é conhecido em países como EUA, Cuba e Inglaterra. “Começamos ontem a criar a obra”, disse Otávio ao JT. A final do concurso será daqui um mês.
Seleção
O processo de seleção da nova temporada é igual às demais. Diretores de escolas do ensino público dos 27 estados do País procuraram o programa, durante seis meses fizeram mini seletivas em seus respectivos colégios e a produção do Caldeirão acompanhou tudo.
Especialistas da área de educação acreditam que, apesar do programa ter algum teor educativo, a competição não alimenta o processo de educação. “O fato dos alunos irem para a TV representando sua escola é um fardo muito grande para um jovem. O sentimento de perda não é algo positivo na etapa de desenvolvimento de um adolescente”, explica Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). E a professora completa: “A mídia até informa, mas não necessariamente educa.”
Luciano Huck, no entanto, rebate: “Não somos a TV Cultura, somos a TV Globo e a ideia é fazer um game em que o protagonista é a língua portuguesa. A gente não tem a pretensão de educar ou deseducar. A gente faz entretenimento”, diz o apresentador.
Gravação no Projac
Para a gravação do quadro, o estúdio do Caldeirão se transforma em outro. Nada de bailarinas, música alta ou plateia. No palco, letras do abecedário transformam-se em bancos para os nove estudantes de cada rodada. Os familiares acompanham tudo, acomodados num lounge. Este ano, a disputa terá três grupos de nove alunos (grupo A: Nordeste; grupo B: Norte e Centro-oeste e grupo C: Sul e Sudeste). O professor Sérgio Nogueira, mestre em língua portuguesa, com 30 anos de sala de aula e dez livros lançados, continua no posto de jurado principal do game. Na primeira rodada, a atriz e cantora Emanuelle Araújo é a celebridade convidada para representar a região Nordeste. “Para ficar mais justo, decidimos que todos os concorrentes irão soletrar a mesma palavra”, adianta Huck.
Mesmo assim, é difícil os estudantes relaxarem. No estúdio, eles sequer olham para os lados. Alguns cruzam os braços junto ao corpo, como quem tenta se esquentar debaixo do ar condicionado gelado. A descontração só vem com a atração musical, Maria Gadú. “Não lembro qual foi a palavra, mas pedi para a Gadú soletrar e no final eu errei também”, conta Huck. E lá foi Gadú se virar nas letrinhas, s-h-i-m-b-a-l-a-i-ê.
Ao concluir o processo de alfabetização, todo mundo já deveria saber de cor quando a letra ‘s’ deve ser substituída pelo ‘x’, ou quando é preciso usar o ‘j’ no lugar do ‘g’, por exemplo. Mas, na prática, é difícil achar alguém que nunca tenha se atrapalhado com as regras ortográficas da nossa língua. O apresentador Luciano Huck, do Caldeirão do Huck, da Globo, aproveita para explorar essas dificuldades no game show Soletrando e faz disso entretenimento. No sábado, ele inicia a quinta temporada do programa, que neste ano homenageia a escritora Maria Clara Machado (1921-2001), fundadora da companhia e teatro Tablado, do Rio de Janeiro. Em abril, ela completaria 90 anos.
No Soletrando, estudantes de até 16 anos concorrem a uma bolsa de estudos no valor de R$ 100 mil. E, além dos alunos, celebridades também aceitam ter seus conhecimentos testados, em frente às câmeras. É o caso dos atores Claudia Raia, Pedro Cardoso e Lúcio Mauro Filho, que participaram de edições anteriores, e de Emanuelle Araújo, que gravou a estreia da nova temporada
O público gosta das saias justas em que ficam os convidados e o apresentador Luciano Huck. “Se eu fosse participar do game, eu sairia na primeira rodada”, disse Huck, numa gravação da atração, que o JT acompanhou no Projac, no Rio de Janeiro.
Este ano, o programa recebeu cerca de 400 mil inscrições, das quais 30% dos estados do Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. O número não é nada ruim se comparado ao reality show Big Brother Brasil. Um dos programas de maior visibilidade na emissora, o BBB deste ano recebeu 132 mil inscrições de todo o País.
Nesta quinta edição do Soletrando, o vencedor levará um troféu com o nome de Maria Clara Machado, criado pelos artistas plásticos Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como osgêmeos. Eles são referência no grafite e seu trabalho é conhecido em países como EUA, Cuba e Inglaterra. “Começamos ontem a criar a obra”, disse Otávio ao JT. A final do concurso será daqui um mês.
Seleção
O processo de seleção da nova temporada é igual às demais. Diretores de escolas do ensino público dos 27 estados do País procuraram o programa, durante seis meses fizeram mini seletivas em seus respectivos colégios e a produção do Caldeirão acompanhou tudo.
Especialistas da área de educação acreditam que, apesar do programa ter algum teor educativo, a competição não alimenta o processo de educação. “O fato dos alunos irem para a TV representando sua escola é um fardo muito grande para um jovem. O sentimento de perda não é algo positivo na etapa de desenvolvimento de um adolescente”, explica Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). E a professora completa: “A mídia até informa, mas não necessariamente educa.”
Luciano Huck, no entanto, rebate: “Não somos a TV Cultura, somos a TV Globo e a ideia é fazer um game em que o protagonista é a língua portuguesa. A gente não tem a pretensão de educar ou deseducar. A gente faz entretenimento”, diz o apresentador.
Gravação no Projac
Para a gravação do quadro, o estúdio do Caldeirão se transforma em outro. Nada de bailarinas, música alta ou plateia. No palco, letras do abecedário transformam-se em bancos para os nove estudantes de cada rodada. Os familiares acompanham tudo, acomodados num lounge. Este ano, a disputa terá três grupos de nove alunos (grupo A: Nordeste; grupo B: Norte e Centro-oeste e grupo C: Sul e Sudeste). O professor Sérgio Nogueira, mestre em língua portuguesa, com 30 anos de sala de aula e dez livros lançados, continua no posto de jurado principal do game. Na primeira rodada, a atriz e cantora Emanuelle Araújo é a celebridade convidada para representar a região Nordeste. “Para ficar mais justo, decidimos que todos os concorrentes irão soletrar a mesma palavra”, adianta Huck.
Mesmo assim, é difícil os estudantes relaxarem. No estúdio, eles sequer olham para os lados. Alguns cruzam os braços junto ao corpo, como quem tenta se esquentar debaixo do ar condicionado gelado. A descontração só vem com a atração musical, Maria Gadú. “Não lembro qual foi a palavra, mas pedi para a Gadú soletrar e no final eu errei também”, conta Huck. E lá foi Gadú se virar nas letrinhas, s-h-i-m-b-a-l-a-i-ê.
Inscrições para Enem 2011 começam nesta segunda, às 10h
Fonte:UOL - Notícia-Redação
As incrições para o Enem (Examen Nacional do Ensino Médio) começam nesta segunda-feira (23) a partir das 10h -- e serão feitas exclusivamente pela internet.
As inscrições ficarão abertas até dia 10 de junho de 2011, às 23h59. Os interessados precisam ter CPF (Cadastro de Pessoa Física) próprio.
As inscrições vão custar R$ 35. E, assim como nas outras edições, haverá isenção do pagamento da tarifa para alunos que terminam o ensino médio em rede pública.
As provas deste ano serão nos dias 22 e 23 de outubro.
Algumas regras seguem as mesmas no Enem 2011: estão proibidos o uso de lápis e borracha na prova e os inscritos não poderão portar relógio e celular.
"O uso de lápis e borracha não está permitido pensando nos estudantes que querem garantir a lisura do processo. Por respeito a eles, temos que coibir a possibilidade da utilização indevida desses materiais", afirma Malvina Tuttman, presidente do Inep, autarquia do MEC responsável pelo exame.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Haddad nega que MEC irá alterar conteúdo de material de combate à homofobia nas escolas
O ministro da Educação, Fernando Haddad, fala sobre o Pronatec, Enem, e o Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), durante o programa Bom Dia Ministro |
O ministro da Educação, Fernando Haddad, fala sobre o Pronatec, Enem, e o Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), durante o programa Bom Dia MinistroO ministro Fernando Haddad negou que o Ministério da Educação (MEC) tenha decidido alterar o conteúdo do kit de combate à homofobia que será distribuído às escolas públicas de ensino médio. Ontem (18) ele se encontrou com parlamentares da bancada evangélica que são contra o material e assegurou que os deputados poderão manifestar sua opinião à comissão de publicação de materiais do ministério, mas que as sugestões poderão ou não ser acatadas.
“O material encomendado pelo MEC visa a combater a violência contra homossexuais nas escolas públicas do país. A violência contra esse público é muito grande e a educação é um direito de todos os brasileiros, independentemente de cor, crença religiosa ou orientação sexual. Os estabelecimentos públicos têm que estar preparados para receber essas pessoas e apoiá-las no seu desenvolvimento”, defendeu Haddad durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
O kit homofobia, como vem sendo chamado, foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. O material é formado por cartazes, um livro com sugestão de atividades para o professor e três peças audiovisuais.
A previsão do ministério é que os kits cheguem às escolas no segundo semestre de 2011. O material é voltado para alunos do ensino médio – a partir dos 15 anos.
“O material encomendado pelo MEC visa a combater a violência contra homossexuais nas escolas públicas do país. A violência contra esse público é muito grande e a educação é um direito de todos os brasileiros, independentemente de cor, crença religiosa ou orientação sexual. Os estabelecimentos públicos têm que estar preparados para receber essas pessoas e apoiá-las no seu desenvolvimento”, defendeu Haddad durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
O kit homofobia, como vem sendo chamado, foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. O material é formado por cartazes, um livro com sugestão de atividades para o professor e três peças audiovisuais.
A previsão do ministério é que os kits cheguem às escolas no segundo semestre de 2011. O material é voltado para alunos do ensino médio – a partir dos 15 anos.
Por Ag. Brasil
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Escola estadual expulsa 11 jovens por agressão e bullying
Alunos de 14 a 16 anos agrediram colegas mais jovens em Votorantim (SP); uma professora foi atacada com uma pedra
Fonte: Estadão
A direção da Escola Estadual Prof. Daniel Verano, de Votorantim, a 102 quilômetros de São Paulo, puniu com a expulsão 11 alunos acusados da prática de bullying. Os adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, são acusados de terem agredido e humilhado alunos da 6.ª série do ensino fundamental, na faixa etária de 11 anos.
As agressões ocorreram no último dia 5 e a punição foi confirmada ontem. Na sexta-feira, pais dos alunos agredidos foram à escola para pressionar a direção a tomar providências.
De acordo com informações dos pais, os agressores cercaram as crianças durante o recreio. Meninos e meninas foram agredidos a socos e pontapés. Um dos agressores empunhou uma faca. Uma professora que tentou intervir recebeu uma pedrada.
A ação dos adolescentes contra os alunos da outra série teria sido combinada pela internet. Cinco estudantes identificados como agressores foram transferidos. Os outros estão suspensos e aguardam a confirmação de vaga em outra escola. Os pais de um aluno que já tinha sido expulso de outro estabelecimento decidiram que ele não voltará a estudar. O caso será encaminhado para o Conselho Tutelar.
A Diretoria Regional de Ensino de Votorantim informou que a decisão de transferir os 11 estudantes envolvidos no incidente partiu do Conselho Escolar, formado por professores e funcionários da unidade, pais e representantes do corpo estudantil, em reunião que contou com a presença dos responsáveis por todos os envolvidos. A resolução se baseou no histórico dos estudantes e na gravidade do caso.
Cinco dos 11 alunos já foram transferidos e os demais continuam assistindo às aulas na Escola Estadual Professor Daniel Verano enquanto aguardam a efetivação da transferência.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Correção de rumo - Entrevista com o Prof Herman Voorwald
Fonte: REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 169
Novo secretário estadual paulista reafirma compromisso de diálogo com profissionais da educação e convida a rede para construção conjunta com objetivo de revigorar a carreira docente e o sistema de ensino do estado
Diálogo, comprometimento, construção conjunta de uma nova carreira docente, planejamento de ações. Esses são alguns dos principais mantras que o novo secretário de Educação paulista, o engenheiro mecânico e ex-reitor da Unesp, Herman Voorwald, reafirma na entrevista a seguir, concedida ao editor Rubem Barros.
Em suas falas, Voorwald, que também foi vice-reitor da Unesp e desempenhou função ligada à área de Planejamento e Orçamento da mesma universidade, sinaliza uma correção de rumos em relação a algumas das políticas implementadas por seus antecessores, em especial os secretários Paulo Renato de Souza e Maria Helena Guimarães de Castro. Entre elas, a política de bônus e o exame dos professores como elementos diferenciais da carreira e da remuneração docentes, que renega. E enuncia metas ambiciosas: fazer da carreira docente uma das dez mais atraentes em dez anos e colocar o sistema educacional paulista entre os 25 melhores do mundo até 2030.
Quando indicado ao cargo, o senhor prometeu rever o plano de carreira dos professores da rede estadual paulista. Como está esse processo?
Depois de dois meses e pouco de secretaria, consolida-se minha fala do início da gestão, em que eu expressava meu sentimento sobre salários inadequados, carreira inexistente ou sem reconhecimento do mérito e de falta de diálogo da secretaria com a rede. Organizamos visitas semanais de trabalho aos polos. Dos 15 polos nos quais estão divididas as escolas e as diretorias regionais, já nos reunimos com seis. Até meados de abril deverei ter trabalhado com todos. As reuniões estão sendo bem organizadas. Os professores das escolas das diretorias daquele polo se reúnem, formalizam um documento, elegem alguém que fará a apresentação no dia da reunião de trabalho. Os diretores, servidores, os PCOPs, os supervisores fazem o mesmo. Todas as categorias documentam e apresentam a uma plenária suas questões e as discutimos. É uma construção coletiva de uma política pública de educação de qualidade. Não concebo fazer gestão acadêmica sem ouvir as pessoas que estão efetivamente fazendo a gestão. São as pessoas que fazem o processo da educação. Na gestão escolar ou na sala de aula. Esse é o objetivo número 1: construir uma proposta. Na carreira e no salário, a proposta está sendo consolidada. Já apresentei ao governador uma política salarial e na semana que vem estarei conversando com os secretários da Fazenda e do Planejamento. Pretendo apresentar uma proposta para a rede no final deste mês.
Que envolve carreira e salário?
Numa primeira instância, envolve salário. E por quê? Não consigo conceber uma carreira feita de cima para baixo, sem que se discuta com professores, diretores, supervisores. Isso faz parte do processo. Então apresentarei uma proposta de salário e um início de uma proposta de carreira, que será trabalhada pela rede.
Que podemos esperar em termos de direcionamento?
Com a proposta e com a discussão da carreira, que será construída em conjunto, vamos iniciar um processo no Estado de São Paulo, que espero venha a ser nacional: o de tornar a carreira do magistério uma das dez mais procuradas pelos jovens do país em dez anos. Prevemos ações de curto, médio e longo prazo. Claro que meu período aqui é pequeno, mas quero deixar em andamento. As ações de curto prazo estão bem definidas: a reorganização do ensino fundamental de nove anos, a reorganização do ensino médio, duas questões-chave na área pedagógica; a atualização de dois currículos importantes, que são o "Ler e Escrever" e o "São Paulo faz escola"; estamos trabalhando com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) numa nova política de manutenção e construção de escolas, em que qualidade e prazo sejam fundamentais. As escolas já receberam um documento chamado "Por uma educação de qualidade", com 16 páginas, com grande riqueza pedagógica, contando um pouco da história da educação, da progressão continuada, o seu porquê, e colocando essa discussão para a rede. No documento, apresento uma proposta da secretaria, em que introduzimos um ciclo a mais, com os nove anos sendo divididos em três ciclos de três, dois e quatro anos.
Isso tem sido bem aceito?
Tenho ouvido nas reuniões de trabalho propostas de mais um ciclo, ou seja, a divisão ficaria em ciclos de três anos, dois, dois e dois. Faremos isso em conjunto. Eles é que estão fazendo o ensino na ponta, então é importante que se manifestem, mas fundamentalmente estamos discutindo a questão da recuperação logo após a percepção de que o conteúdo não foi absorvido. O objetivo é fazer com que os jovens e os servidores que estão na rede entendam que a carreira do magistério é importante, que se valorizem os professores e que se reconstrua a importância do servidor do magistério como elemento fundamental na questão do ensino e aprendizagem.
Uma reclamação recorrente de seus antecessores é a dificuldade de levar adiante a reforma da carreira em função da obstrução dos sindicatos. Como o senhor vê essa questão?
Na primeira semana de secretaria, eu e o secretário-adjunto, professor Palma, nos reunimos com os seis sindicatos e deixamos claro que a nossa história na universidade pública nos coloca numa outra postura de gestão. Fui reitor da Unesp, onde fiz minha carreira, e sempre prevaleceu o diálogo, a construção coletiva, visão acadêmica forte, controle de gestão. Quero trazer isso para a rede. O diálogo é fundamental na educação. Nessas reuniões de trabalho, estou ouvindo os professores, diretores, servidores, que estão falando sobre as questões que os afligem em relação a termos no Estado de São Paulo uma educação pública de qualidade nos ensinos fundamental e médio. Já temos isso nas três universidades públicas, mas não entendo o fato de não termos no fundamental e no médio. Há questões a serem resolvidas. A universalização trouxe questões para as quais o país não estava preparado. Estamos fazendo em 40 anos o que a França levou 100 anos para fazer. Temos de trabalhar rápido, de qualificar professores para lecionar para crianças com necessidades especiais, libras, tem de ter um professor mediador que resolva alguns conflitos iniciais, salas especiais, a merenda... Estamos trabalhando, a secretaria e o país como um todo, para dar condições de, com a universalização, ter qualidade. Já resolvemos a quantidade, temos de resolver a qualidade. O objetivo desta administração é iniciar esse processo, e isso passa pelo diálogo com a rede.
Qual a sua opinião sobre a remuneração por desempenho?
A carreira acadêmica é uma carreira de mérito. Nós, professores, somos avaliados diariamente, pelos alunos, por nossos pares, pela família, pela sociedade. Os meninos nos veem como exemplo nesse processo cotidiano de avaliação. Na universidade, isso se dá na forma da carreira, em que você evolui através do seu esforço. É possível, ao ir se qualificando, galgar posições e ter salários melhores. A carreira acadêmica tem de privilegiar o comprometimento para com a atividade- fim e permitir que avancem aqueles que quiserem, tiverem compromisso e se esforçarem. Não acredito em nada que não venha de trabalho e esforço. Isso feito, a carreira tem de permitir que haja uma evolução.
E a prova de mérito instituída para avaliar a qualidade em São Paulo?
Não concordo. Não é uma única prova que irá dizer se o professor está comprometido com sua atividade; é um equívoco. Essa prova permite um aumento salarial de 25% para até 20% daqueles que foram aprovados. Também não concordo. Você tem um contingente que tira a nota mínima e só 20% têm a possibilidade de ter os 25%. Isso não é carreira. Essa prova pode ser um item em um conjunto que analise o comprometimento. Uma prova única não pode avaliar o mérito. A carreira que vamos construir indicará outras questões tão importantes quanto a prova.
E o bônus?
O bônus é uma avaliação de sistema que reflete no salário do professor. Também não concordo. A avaliação do sistema nem sempre significa que houve comprometimento, desempenho e envolvimento do professor na melhoria da formação do aluno. Uma coisa é avaliar sistema, outra é haver uma carreira que dependa do esforço e do trabalho das pessoas, e que elas, por meio disso, possam evoluir. Isso é carreira. Outra é avaliar o sistema através de uma prova. Transformar isso em salário não é política salarial. É preciso ter uma política salarial, que pode até ter o bônus e a prova de mérito, desde que essas questões não sejam as únicas que promovam melhora salarial, que é o que acontece hoje.
O senhor anunciou a introdução de uma nova prova padronizada logo depois de assumir, com o intuito de melhorar o desempenho dos alunos no meio do ano. Está convencido de sua utilidade?
Hoje, temos um número enorme de avaliações que, em última instância, significam salário - como o Saresp. As avaliações de sistema teriam de indicar interferências para melhorar o processo, dizer se o "Ler e Escrever" está indo bem, por exemplo. O que estamos propondo, que está em discussão na rede no documento "Por uma educação de qualidade", é que para que haja, no conceito de ciclos, o aprendizado do estudante, se detecte imediatamente que ele não aconteceu e permitia a recuperação logo na sequência. Se o estudante não se recuperar naquele ciclo, vai levar uma deficiência adiante. A proposta em discussão na rede é que a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp) prepare um banco de itens para que o professor aplique e avalie o aluno a cada dois meses. Uma vez o aluno avaliado e identificada a necessidade de recuperação, isso é feito de imediato. Umas das propostas é que seja no contraturno, mas há problemas, por causa do transporte. Outra opção é paralisar as aulas uma semana para a recuperação. Aqueles que não precisam da recuperação permaneceriam na escola com outras atividades - esportivas, culturais, etc. Isso está em discussão.
Mas não é uma avaliação concebida pelo professor...
É elaborada pela Cenp. Para facilitar, criamos um banco de itens e o professor escolhe. A ideia é que o banco de itens reflita aquilo que o aluno deve aprender. O professor busca no banco, faz avaliação, corrige e indica quem precisa de avaliação.
Qual sua visão sobre a questão do currículo?
Nessas reuniões de trabalho, o fato de existir um currículo foi elogiado em todas, sem exceção. O fato de se ter um material que permita que um aluno saia de uma escola para outra, e não fique sem estudar determinado conteúdo, isso acabou. Os professores, os diretores, os supervisores, todos, sem exceção, elogiaram o fato de haver um currículo único. Solicitaram que haja a revisão do currículo a cada dois anos, o que já estamos fazendo. Hoje, Cingapura não tem mais currículo. Muitos anos atrás, estava na condição que estamos hoje, e tinha um currículo também. Então, as experiências internacionais mostram que estamos na fase em que deveríamos estar. Devemos ter um currículo único. À medida que evoluirmos em alguns aspectos como na qualidade dos professores, da sua formação, isso pode acontecer. Esse é um problema sério no país hoje. As universidades não estão formando professores licenciados para serem professores. Esse é um trabalho que estamos fazendo com as universidades aqui em São Paulo. Os licenciados que estamos formando não estão preparados para estar na sala de aula. É uma crítica que faço como ex-reitor de uma universidade pública.
As universidades públicas são acusadas de dar uma formação distante do chão de sala de aula, pouco prática. O problema é esse ou é que formam pouca gente?
As coisas não são excludentes, caminham no mesmo sentido. Temos hoje a universidade formando licenciados, mas o grande pedido é de criar o bacharelado. Percebe-se que o aluno não quer a carreira de licenciatura, quer o bacharelado para depois fazer o mestrado, doutorado, seguir a carreira acadêmica. Há também o desinteresse pelas licenciaturas, pois o magistério não é uma carreira atrativa. E muitos alunos procuram as universidades privadas, a educação a distância, para, por meio de concurso público, ingressar na rede. A preocupação com relação à formação dos professores fez com que, na gestão anterior, se criasse a Escola de Formação, que é fundamental. Ela tem de ser um braço de qualificação do nosso servidor, qualquer que seja ele, administrativo ou docente. Esse é o papel da escola de formação, e ela está trabalhando nesse sentido.
Está trabalhando a contento? Não está fazendo muita formação a distância?
É muito nova, foi criada em 2010. Está fazendo presencial também, mas a rede é muito grande, estamos falando de 5 mil escolas, 5 milhões de alunos, milhares de servidores. Ela vem usando o ensino a distância, mas tem feito algumas ações presenciais também. É preciso que as universidades rediscutam a formação do licenciado, seus currículos, a necessidade de qualificarmos o professor de acordo com o currículo das escolas. E dar uma carreira atrativa, permitindo que os jovens se interessem pelo magistério. Outra coisa que também se discute nas reuniões de trabalho é a ideia de intensificar o programa de concessão de bolsas de mestrado e doutorado para os servidores da rede, permitindo que melhorem sua qualificação. Essa resolução já está pronta para ser assinada. Há outra coisa também, que fiz na Unesp, que é permitir que o servidor da rede tenha uma bolsa que lhe permita fazer um curso de graduação. Qualificar o servidor da rede é fundamental para que haja uma melhor condição de formação dos alunos.
Há algum país em que possamos nos espelhar para esse processo de valorização?
Inglaterra. Quando Tony Blair assumiu, a carreira do magistério era das menos procuradas. Ele conseguiu, através de carreira e de uma política que valorizou as pessoas, que se tornasse aquilo que queremos. Tenho duas visões [cita documento então recém- encaminhado ao governador Geraldo Alckmin]: transformar a qualidade da Educação Básica de São Paulo, posicionando o estado entre os 25 melhores sistemas do mundo até 2030; e resgatar a importância da carreira do professor, posicionando-a entre as dez profissões mais desejadas e respeitadas em São Paulo. Para isso acontecer, a primeira coisa é discutir salário e criar uma carreira. Claro que 2030 será um outro governo, mas esta é a proposta. Acredito em planejamento. Quando trabalhava na Unesp, construí o PDI, que dizia o seguinte: em dez anos seremos uma das 200 melhores universidades do mundo. No primeiro ano, focamos as ações orçamentárias e financeiras, destinamos recursos para professores irem ao exterior se qualificar, para os laboratórios de pesquisa. Passamos das 500 para as 400 melhores no ranking mais rigoroso e, entre as universidades ibero-americanas, já éramos a sexta, incluindo aí Portugal e Espanha. É preciso fazer algo pensando à frente, além desse período.
Enem deve ser em 22 e 23 de outubro; MEC prevê 2ª prova em maio
Fonte: Portal/Terra
O Ministério da Educação (MEC) confirmou nesta sexta-feira que deve anunciar na próxima semana as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A edição deste ano será em outubro, provavelmente nos dias 22 e 23. A outra prova deve ser marcada para maio de 2012, nos dias 5 e 6.
Os técnicos do MEC trabalham nos últimos detalhes do edital que deverá ser publicado na próxima semana. Com uma prova marcada para o primeiro semestre de 2012, confirma-se a intenção do MEC em aplicar duas edições do Enem por ano.
Em 2009 o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.
A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato no exame e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família.
Para participar do programa é necessário ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em colégio privado com bolsa integral. Em 2010, mais de 4 milhões de candidatos se inscreveram para participar do exame.
Facebook lança guia para ajudar Professores a usar mídia social.
Fonte: Revistaescola/Abril
O Facebook lançou nesta semana um guia que pretende ajudar os professores do mundo todo a entender e aproveitar a mídia social na sala de aula. Chamado de Facebook para Educadores, o material é gratuito e pode ser acessado no endereço http://facebookforeducators.org/.
O guia foi escrito pela especialista em educação Linda Fogg Phillips, pelo mestre Derek Baird e pelo doutor. BJ Fogg. Segundo Phillips, "os professores estão reconhecendo que precisam ter um melhor entendimento sobre o Facebook e utilizá-lo de forma positiva e produtiva para apoiar a educação dos alunos do século 21".
A especialista afirma que o Facebook influencia todos os aspectos da sociedade e está mudando a maneira de se comunicar e interagir. "Os professores precisam conhecer e entender essa tecnologia para que sejam capazes de atender às necessidades educacionais dos alunos de hoje. Também precisam saber ensinar e estimular seus alunos a serem bons 'cidadãos digitais'", diz.
Segundo Phillips, os educadores podem utilizar a mídia social como forma de aprendizado em sala de aula. "Os professores que entendem que uma das ferramentas mais poderosas para o ensino é também um meio que promove o entusiasmo pelo aprendizado, têm grande capacidade de engajar seus alunos em uma experiência de aprendizado ativa. Alguns professores estão usando o Facebook como uma ferramenta para apoiar discussões em classe, ampliar a conscientização de eventos e causas, estimular a colaboração entre os alunos e encorajar o aprendizado além da sala de aula", afirma.
Ela afirma ainda que a ferramenta para os professores foi desenvolvida para oferecer informações atualizadas sobre o Facebook, além de conteúdo sobre como utilizar a mídia como uma ferramenta de suporte para a educação. "Os professores encontrarão tutoriais fáceis de entender, informações mais detalhadas, dicas e ideias criativas sobre o uso do Facebook na educação", completa.
Por enquanto o material está disponível apenas em inglês, mas, segundo o Facebook, em breve será traduzido para outros idiomas.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Professor poderá pedir mudança após dia 12 - (Remoção SEE)
Fonte: 07/04/2011 Cristiane Gercina do Agora
A Secretaria de Estado da Educação abrirá, no próximo dia 12, as inscrições para as transferências de professores.
Apenas os docentes efetivos poderão participar do concurso para a mudança de escola em uma mesma cidade ou em outro município.
Os professores temporários e os novatos, que ainda estão em estágio probatório, não terão o direito. Hoje, a Educação tem 115.814 professores efetivos na rede pública.
Professores aprovam nova Assembleia para 29 de abril
Fonte: APEOESP
Reunidos em assembleia geral na tarde de 1º de abril, mais de três mil professores e professoras de todo o estado aprovaram a continuidade da luta por reajuste imediato de 36,74% para repor as perdas salariais, decidiram marcar nova assembleia para 29 de abril e encaminharam para debate nas reuniões de representantes de escolas em 09 de abril propostas de calendário e ações de nossa campanha. Ao final da assembleia foi realizado ato conjunto com as demais entidades do funcionalismo.
A assembleia reafirmou a posição da categoria contra a política de bônus do governo estadual, por meio da palavra de ordem “Salário é solução, bônus é enganação” e definiu a produção de materiais para continuar mantendo nossa campanha em evidência, como cartazes denunciando os baixíssimos valores do bônus e faixas que serão enviadas a todas as escolas.
Também foram reafirmadas posições contra o conjunto da política educacional do governo estadual, destacando-se a luta contra a política de “mérito” e por isonomia salarial, com política salarial para todos, da ativa e aposentados; contra as provas excludentes; contra a fragmentação da categoria e contra a LC 1093/2009, mas mantendo-se a estabilidade.
A assembleia confirmou posições já definidas pelo Conselho de Representantes (CER), que se reuniu no período da manhã. Entre essas posições, luta contra a municipalização do ensino, pelo retorno das unidades escolares à rede estadual, bem como pela destinação de 10% do PIB para a educação.
O CER e a assembleia reafirmaram a importância da discussão sobre o plano de carreira e da convocação da comissão paritária de gestão da carreira. Porém, essa discussão, necessária, não pode em momento algum se sobrepor à necessidade do reajuste salarial e lutaremos para que o secretário da educação cumpra suas promessas.
É preciso que cada um trabalhe com afinco para que a assembleia de 29 de abril seja expressiva e massiva, para que possa deliberar à luz da proposta que o governo vier a apresentar.
Se o governo não apresentar uma proposta de política salarial, verá a nossa resposta!
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